
Na perícia médica federal, o perito responde a uma pergunta objetiva: existe sequela permanente e ela reduz a capacidade para o trabalho que a pessoa exercia? Ele tem poucos minutos e trabalha com o que enxerga no exame e no que você trouxe por escrito.
Documentos que ajudam
- Documento de identidade com foto e CPF.
- Relatório médico recente descrevendo diagnóstico, CID, sequela e limitação funcional.
- Exames de imagem (raio-X, tomografia, ressonância) e seus laudos.
- Boletim de ocorrência, em acidente de trânsito, ou CAT, em acidente de trabalho.
- Receituários e comprovantes de fisioterapia, cirurgias e internações.
- Carteira de trabalho ou documento que mostre qual função você exercia.
Como descrever a sua limitação
Fale em termos concretos de rotina de trabalho, não em adjetivos. Em vez de “dói muito”, diga “não consigo levantar caixa de 20 kg mais de duas vezes seguidas” ou “perco a força na mão depois de meia hora”. É essa relação entre sequela e tarefa que sustenta o Auxílio-Acidente.
Erros comuns que levam à negativa
- Levar apenas atestados curtos, sem descrição da limitação funcional.
- Não mencionar qual era a função exercida antes do acidente.
- Ir à perícia antes da consolidação das lesões, ainda em tratamento ativo.
- Deixar de citar o acidente que originou a sequela.
- Perder o prazo de recurso após a decisão desfavorável.
Uma negativa não encerra o assunto. Existe recurso administrativo à Junta de Recursos e, conforme o caso, a via judicial, em que é possível produzir prova pericial mais detalhada.
Perguntas frequentes
Fontes
- Lei nº 8.213/1991, art. 86
- Instrução Normativa PRES/INSS nº 128/2022
Conteúdo informativo, sem promessa de resultado. Deve ser revisado por advogado responsável antes da publicação.
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